Chuvas torrenciais “sem precedentes” nas províncias de Sindh e Baluchistão, no Paquistão, provocaram mais de 100 mortes, e causaram estragos em milhares de habitações. Esta semana, um dos escritórios da Cáritas, localizado na arquidiocese de Karachi, ficou submerso. “A água da chuva misturada com o lixo começou a entrar no prédio à tarde. Os nossos registos oficiais, computadores e móveis foram destruídos. Metade da nossa equipa não conseguiu chegar ao escritório, e os nossos veículos não puderam sair”, explicou Mansha Noor, secretária executiva daquele organismo da Cáritas.

Para esta responsável, as alterações climáticas, juntamente com bloqueio de 64 principais esgotos no centro da cidade, assim como a falta de coordenação entre partidos políticos rivais, agravam ainda mais as dificuldades da maior cidade do país. Ao mesmo tempo, prevê-se que as fortes chuvas se mantenham.

Perante este cenário, os diversos organismos da Cáritas presentes no país têm-se dedicado a avaliar a dimensão dos estragos e a visitar as regiões atingidas. O objetivo é conceder ajuda imediata às pessoas afetadas, através da entrega de alimentos e água, assim como tendas e lonas de plástico para abrigo temporário.

Segundo Amjad Gulzar, diretor executivo de um dos organismos da Cáritas presente no Paquistão, está a ser uma “temporada terrível para as localidades urbanas das principais cidades, afetadas por uma longa temporada de monções”.  “Há histórias de miséria muito trágicas, vividas por mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência”, lamentou o responsável, citado pelos serviços de comunicação do Vaticano.

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