O projeto começou com a criação de um Centro de Artesanato, em 2001, depois surgiram as aulas de beleza e estética, e por fim a produção de artigos em couro. Ao todo, o programa desenvolvido pelos Missionários da Consolata, já formou 130 jovens, a grande maioria mães adolescentes, que viviam num quadro de pobreza e de carências económicas, nos assentamentos informais de Deep Sea Slum, na diocese de Nairobi, no Quénia.

Com o apoio da Cáritas italiana, foi possível formar costureiras, alfaiates, cabeleireiras e artesãos, que tiveram ainda apoio para pagamento das taxas de acesso aos exames nacionais de terceiro grau. Muitos destes jovens, conseguiram criar os seus próprios negócios, após a formação, e outros ganharam autonomia financeira para ajudar a família ou cuidar dos filhos, no caso das mães adolescentes, tornando-se autossuficientes para garantir as necessidades básicas, como alimentação, vestuário e educação.

“O projeto tem beneficiado tanto os formandos como a comunidade de Deep Sea Slum, que hoje possui três departamentos de alfaiataria, cabeleireiro e trabalho em couro com ferramentas que permitem dar formação aos seus alunos que, no futuro, melhorarão a economia através da criação de oportunidades de emprego para outros jovens”, explicam os missionários responsáveis pela iniciativa.

As diferentes áreas de ensino estão organizadas consoante a especificidade do trabalho, mas em geral, as aulas decorrem de segunda a sexta-feira, entre as 08h00 e as 16h00. Nos trabalhos com têxteis e com couro, os estudantes são acompanhados por formadores e apoiados com a matéria-prima. Com a venda dos trabalhos executados, as receitas são distribuídas por todos, para que possam ajudar as famílias.

Segundo os missionários, pontualmente, alguns jovens, depois de formados, são contratados para trabalhar na oficina que produz artigos religiosos para venda na loja do Instituto Missionário da Consolata, no Quénia. Os que não enveredam por criar o seu próprio negócio familiar, acabam por ser absorvidos pelo mercado de trabalho local.

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