Há pouco mais de um ano, a Helpo, uma organização não governamental para o desenvolvimento (ONGD) portuguesa, distribuía na comunidade de Mahera, em Cabo Delgado (Moçambique), kits de emergência aos agregados familiares desalojados devido à passagem do ciclone Kenneth.

Ainda a recuperarem lentamente desta catástrofe natural, mas com a consciência do que é “ficar de repente sem nada”, as famílias que vivem no local “são suficientemente generosas para acolher quem foge dos conflitos armados, sem nada mais do que os filhos ao colo e uma réstia de esperança no olhar assustado”, refere a equipa da Helpo, em comunicado.

Entre os que acolhem estão “alguns” familiares, mas também “perfeitos desconhecidos”, sendo que “a maioria nem fala a mesma língua”, lê-se numa nota da ONGD portuguesa, que destaca que “a gramática dos afetos escreve-se sempre pelas linhas certas”. É neste cenário de vulnerabilidade, que o organismo nacional continua a dar “resposta a esta emergência no norte de Moçambique, onde são já mais de 250 mil os deslocados internos que fogem dos ataques armados na província de Cabo Delgado”.

“Trabalhamos em Mahera há largos anos, e estamos novamente aqui, a apoiar crianças, grávidas e lactantes com rastreios e acompanhamento nutricional e kits de sobrevivência, composto por bens alimentares, utensílios de cozinha, material de higiene e roupa”, explica a Helpo, adiantando que esta ajuda “é possível graças à recolha de fundos” que a organização tem em curso, designada ‘Emergência Moçambique’.

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