António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), lançou aquele que é designado como o ‘Documento Político sobre o Turismo e a Covid-19’, onde dá conta das consequências da pandemia num setor que dá emprego a dez por cento dos habitantes do planeta.

Segundo o responsável, um total de 120 milhões de empregos diretos encontram-se em risco no setor turístico. De acordo com o documento agora lançado, grande parte destes postos de trabalho encontram-se na economia informal ou em micro, pequenas e médias empresas, que absorvem mulheres e jovens.

Guterres afirma que a atual crise é como “um grande choque” para as economias desenvolvidas, mas para os países em desenvolvimento é “uma emergência, especialmente para muitos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e países africanos”.

Entre os mais afetados estão mulheres, comunidades rurais, povos indígenas e populações “historicamente marginalizadas”, que têm tido no setor turístico “um veículo de integração, capacitação e geração de rendimento”. O secretário-geral das Nações Unidas considera obrigatório “reconstruir este setor”, mas apela para que isso seja feito de uma forma “segura, equitativa e favorável ao clima”.

Através de um vídeo, o responsável sugere medidas para reerguer aquela que é a fonte de “sustento de centenas de milhões de pessoas”. Uma das propostas é uma recuperação com a “experiência de viagem sustentável e responsável” que seja segura para as comunidades anfitriãs, para os trabalhadores e para os viajantes.

António Guterres defende que para a recuperação ser possível, é necessário amenizar os impactos socioeconómicos da crise, criar resiliência em toda a cadeia de valor do turismo e maximizar o uso das tecnologias no setor. O responsável sugere ainda a promoção da sustentabilidade e do crescimento amigos do ambiente, realizando parcerias que permitam que o turismo apoie ainda mais os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Guterres apela para seja garantida a recuperação da posição deste setor como fonte de empregos dignos, de rendimentos estáveis e de proteção do património cultural e natural da humanidade.

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