A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apelam para que os governos africanos assegurem a reabertura das escolas em segurança, diminuindo o risco de contágio por Covid-19. As duas agências da Organização das Nações Unidas (ONU) lembram que o encerramento prolongado das escolas afetou os estudantes em variados âmbitos.

Entre os problemas causados aos alunos estão a má nutrição, stress, exposição à violência, exploração, gravidez precoce e redução da interação social. Um estudo da OMS, levado a cabo em 39 países da África Subsaariana, indica que as escolas funcionam em pleno em apenas seis países, estão fechadas em 14 e parcialmente abertas em 19 países. Em cerca de dez países, as aulas devem retomar em setembro, mês em que arranca o ano letivo em diversas regiões. Um outro estudo, desta vez realizado pela Unicef na África Oriental e Austral, veio revelar uma subida das taxas de violência contra menores, e uma descida nas taxas de nutrição, com mais de 10 milhões de crianças a perderem as refeições escolares.

A OMS, a Unicef e a Federação Internacional da Cruz Vermelha lançaram um guia dedicado à prevenção da Covid-19 nas escolas, que recomenda, entre outras medidas, o distanciamento entre as mesas dos alunos, a utilização de máscara, a higiene e desinfeção das mãos e dos espaços, assim como a instalação de torneiras, e a existência de baldes e de sabão.

Num contexto em que medidas de higienização são essenciais, acontece que “milhões de crianças frequentam escolas que carecem de água, saneamento e serviços de higiene”.  De acordo com um relatório das duas agências das Nações Unidas, na África Subsaariana, apenas um quarto das escolas dispõe de serviços básicos de higiene, 44 por cento delas têm água potável e 47 por cento têm serviços de saneamento básico.

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