A perda de postos de trabalho e de colheitas estão a colocar muitos em sofrimento, conforme retrata Indrias Rehmat, bispo em Faisalabad, no Paquistão. “As pessoas têm medo. Há pessoas que não comem, não fazem refeições, e aqueles que comem, muitas vezes, não comem uma refeição de verdade”, refere o prelado.

A falta de rendimentos e alimentos tem levado a um claro crescimento da criminalidade no país, e, perante este cenário, a Igreja Católica local tem tentado ajudar aquele povo, mas as carências têm-se revelado difíceis de superar.

“Pedimos às pessoas que viessem até nós, mas o problema é que não temos recursos suficientes. O dinheiro que as nossas paróquias tinham já não existe mais. Os fundos diminuíram porque muitas pessoas não podem vir à igreja por causa da Covid-19”, lamenta o bispo.

Neste contexto, Indrias Rehmat alerta para o risco de uma agitação social. “Quando as necessidades básicas são negadas as pessoas roubam”, e o receio extra é que “quando o isolamento aqui for levantado, o risco de comportamento criminoso poderá aumentar”, alertou o bispo, em declarações aos serviços de comunicação da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre britânica.

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