Cristo, no seu ministério público, colocou em “evidência um sem sentido de discriminações correntes no seu tempo, e que, infelizmente, ainda perduram”, lamentou Carlos Cabecinhas, sacerdote e reitor no Santuário de Fátima, na Eucaristia a que presidiu naquele templo mariano na manhã do último domingo, 16 de agosto, onde esteve presente um relato bíblico que dá conta da discriminação do povo de Israel para com uma mulher cananeia.

Carlos Cabecinhas explicou que a fé “não é uma questão de origem, de tradição ou cultura, mas a busca de uma relação com Deus autêntica e pessoal, e isso depende sempre de cada um”. “Torna-se cristão quem se deixa tocar por Jesus Cristo e pela sua mensagem”, disse o sacerdote, citado pelos serviços de comunicação do Santuário de Fátima.

No decorrer da homilia, o reitor do templo da Cova da Iria alertou os peregrinos para os atuais atos de discriminação. “Neste momento, em que a questão do racismo volta às primeiras páginas dos jornais e que subsistem tensões devido ao acolhimento dos deslocados, migrantes e refugiados, o apelo da Palavra de Deus torna-se particularmente urgente. Impõe-se afirmar, sem qualquer margem para dúvidas, que a adesão pessoal a Jesus Cristo é incompatível com qualquer tipo de discriminação”, frisou o sacerdote. Carlos Cabecinhas terminou a sua mensagem lembrando “o convite que a palavra de Deus faz para vermos em cada pessoa um irmão, independentemente das diferenças, que devem ser encaradas como um bem”.

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