Agricultura

O governo do Zimbabwe decidiu esta semana pagar 3,5 mil milhões de dólares em indemnizações aos 4.500 agricultores brancos que foram expropriados há duas décadas, para o reassentamento de cerca de 300 mil famílias negras. Com esta decisão, o executivo acredita que pode melhorar as relações com o Ocidente.

Como o investimento é avultado, a ideia é emitir títulos de longo prazo e negociar o levantamento de fundos junto dos doadores internacionais. Embora ainda não esteja definida a verba que cada família expulsa vai receber, o acordo prevê compensações pelas infraestruturas deixadas nas quintas e não pela terra em si. Será dada prioridade aos idosos e os agricultores devem receber 50 por cento da compensação ao fim de um ano e o restante no prazo de cinco anos.

As apreensões de terras foram uma das políticas mais marcantes do governo de Robert Mugabe e contribuiu para complicar as relações do ditador com o Ocidente. A reforma ainda divide opiniões no Zimbabwe. Os opositores da União Nacional Africana do Zimbabwe – Frente Patriótica (ZANU-PF) – partido no poder há quase 40 anos – veem-na como catastrófica, porque teria sido responsável por tornar o “celeiro de África” num país com aguda retração na produção de alimentos. Os apoiantes da ZANU-PF dizem que a política empoderou agricultores negros sem-terra.

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