Cáritas
Foto: Chayan / Cáritas

O bispo de Pathein, em Myanmar, agradeceu esta semana aos muitos voluntários católicos que se disponibilizaram para prestar ajuda humanitária aos milhares de concidadãos que regressaram ao país, por causa da Covid-19, e foram colocados em quarentena solitária em centros específicos criados pelo governo.

“Precisamos ajudar-nos uns aos outros e mostrar a maior solidariedade possível aos mais necessitados e vulneráveis, enquanto Myanmar se vê afetado pela pandemia. A razão pela qual vimos aqui é oferecer ajuda humanitária. Estou muito agradecido àqueles que aceitaram a nossa ajuda e dirigem esta iniciativa”, afirmou John Hsane Hgyi, após uma visita a vários centros, na região de Ayeyardwady.

O voluntariado católico está a ser organizado pelo serviço social “Karuna”, que corresponde à Cáritas. Segundo o diretor da organização em Pathein, pade Peter Myat Thura, a maioria das pessoas que vivem nos centros regressaram da Tailândia e devem permanecer em confinamento solitário ou foram diagnosticadas como “positivas”. Para as ajudar, os católicos levam-lhes alimentos, material médico e outros bens de primeira necessidade, “independentemente da sua religião ou etnia”.

Entre março e julho, mais de 85 mil migrantes regressaram a Myanmar provenientes da Tailândia, e outros 44 mil da China, de acordo com informações da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Destas, cerca de 21 mil foram postas em quarentena, distribuídas por 3.000 instalações espalhadas pelo país, informou por sua vez o Ministério da Saúde local.

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