Seca
Foto: Lusa

As previsões da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam para que a temperatura global média anual fique em pelo menos um grau centígrado acima dos níveis pré-industriais nos próximos cinco anos, existindo ainda a probabilidade desta margem exceder 1,5 graus num desses anos.
Para Petteri Taalas, secretário-geral da OMM, estes dados mostram “o enorme desafio que existe para se cumprir a meta do Acordo de Paris de manter o aumento da temperatura bem abaixo de dois graus centígrados neste século”.

Embora da desaceleração industrial e económica provocada pela pandemia tenha contribuído para a redução de emissão de gases nocivos, Taalas lembra que esta situação pontual “não substitui uma ação climática sustentada e coordenada”.

“Devido à vida útil muito longa do CO2 na atmosfera, não se espera que o impacto leve a uma redução nas concentrações atmosféricas que causam o aumento da temperatura global”, explica o especialista, sublinhando que “os governos devem aproveitar a oportunidade para abraçar a ação climática como parte dos programas de recuperação”.

Segundo as previsões, nos próximos anos, quase todas as regiões, exceto partes dos oceanos do sul, deverão ser mais quentes. Já as regiões de alta latitude e o Sahel provavelmente serão mais húmidas enquanto o norte e leste da América do Sul serão mais secos.

Anomalias de pressão no nível do mar sugerem que a região norte do Atlântico Norte pode ter ventos mais fortes a oeste, levando a mais tempestades na Europa Ocidental. A menor mudança de temperatura é esperada nos trópicos e nas latitudes médias do Hemisfério Sul.

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