Síria
Foto: EPA / Mohammed Badra

A Comissão Internacional de Inquérito sobre a Síria revela no seu novo relatório sobre a situação do país que existem indícios de que “novos crimes de guerra estão a ser cometidos por todos os lados do conflito”. Os dados recolhidos confirmam ataques a feiras e mercados, a lares e a escolas.

“O relatório, solicitado pelo Conselho de Direitos Humanos, trata do conflito na área de Idlib, na Síria. O embate entre forças do governo e pró-governo em direção à organização terrorista HTS e outros grupos armados pela conquista do território. Ataques aéreos foram perpetrados contra escolas, hospitais e residências e provocara um êxodo de um milhão de pessoas”, revelou o presidente da Comissão, Paulo Sérgio Pinheiro.

Em declarações à ONU News, o responsável lamentou a incapacidade da comunidade internacional em pôr fim ao conflito: “No nono ano deste conflito, é lamentável que a comunidade internacional não tenha conseguido fazer a paz, uma negociação que ponha fim a todo esse terrível sofrimento para toda a população da Síria”.

Num dos testemunhos recolhidos pela Comissão, é referido um ataque a uma escola, enquanto as crianças estudavam, e o bombardeamento das famílias enquanto fugiam da violência. Vários pacientes morreram em ofensivas a hospitais, assim como feirantes e clientes dos mercados atacados pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS).

Segundo os especialistas da Comissão, as ofensivas documentadas podem ser consideradas crimes de guerra, crimes contra a humanidade como atos desumanos, assassinatos e transferência forçada de pessoas, pelo que os Estados-membros devem exigir a prestação de contas para os crimes descritos no relatório.

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