Além de enfrentar os efeitos da pandemia que já ultrapassou os 288 mil infetados e cerca de 10 mil mortos, o Peru está a braços com uma crise paralela que não tem conseguido resolver: a falta de oxigénio nos hospitais. Os comerciantes têm aproveitado a escassez para especular nos preços e muitos peruanos estão a endividar-se para comprar o produto e salvar os seus familiares.

Sensibilizada com as cenas dramáticas que esta situação tem provocado, a Conferência Episcopal Peruana (CEP), em parceria com o Grupo Educativo USIL e a Sociedade Nacional de Industrias, lançou esta semana a campanha “Peru respira – Porque o oxigénio é vida”, com o objetivo de reunir fundos para que nenhum peruano morra por falta de oxigénio.

“É com uma dor imensa que vemos muitas pessoas a correr desesperadamente ou a esperar muito para obter uma bomba de oxigénio para ajudar os seus familiares. Temos que atuar e é por isso que estamos a unir a Igreja, a universidade e as empresas privadas numa só força. Todos podemos colaborar porque não há ninguém tão pobre que não tenha algo que dar, nem alguém tão rico que não tenha algo que receber”, afirmou o presidente da CEP, o arcebispo Miguel Vidarte.

O Presidente peruano, Martín Vizcarra, já decretou o uso de oxigénio medicinal como uma prioridade para o tratamento de pacientes com coronavírus, colocando em suspenso o consumo industrial. Mas o país não tem capacidade para suportar a procura interna e terá recorrer à importação a partir de países vizinhos, como a Colômbia, Equador e Chile.

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