O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) divulgou esta terça-feira, 30 de junho, o seu mais recente relatório sobre o “Estado da População Mundial”, onde destaca como principais preocupações o elevado número de meninas e mulheres que se tornam vítimas de práticas nocivas, como o casamento infantil e a mutilação genital feminina.

Na lista onde constam pelo menos 19 práticas prejudiciais, que vão desde a queima dos seios a testes de virgindade, estima-se que só este ano, 4,1 milhões de meninas serão sujeitas a mutilação genital e que dezenas de milhares de menores de 18 serão forçadas a casar, geralmente com homens mais velhos.

O relatório anual realça também a necessidade dos países reestruturam os seus sistemas jurídicos e económicos para garantirem a igualdade de oportunidades às mulheres, alterar as leis em nações onde as mulheres não podem herdar propriedades e eliminar incentivos às famílias que favoreçam apenas os homens.

A agência da ONU acredita ser possível erradicar o casamento infantil e a mutilação genital em apenas 10 anos, se forem investidos três mil milhões de euros em ações para manter as meninas na escola, incluindo a participação dos meninos e homens neste processo de mudança.

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