O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, publicou esta sexta-feira, 16 de junho, um documento sobre “A Covid-19 e o Mundo do Trabalho”, onde afirma que a crise laboral provocada pela pandemia “está a alimentar um fogo já ardente de descontentamento e ansiedade” que afeta todos os trabalhadores e negócios nos quatro cantos do mundo, em especial os que trabalham na economia informal.

“A pandemia virou do avesso o mundo do trabalho”, sublinhou o líder da ONU, adiantando que, nos últimos meses, centenas de milhões de empregos foram perdidos: As mulheres foram especialmente atingidas, os jovens, pessoas com deficiência e os trabalhadores informais enfrentam enormes dificuldades, e muitas pequenas e médias empresas, que são o motor da economia mundial, podem falir.

Para mitigar estes problemas, Guterres aponta três linhas de orientação: dar apoio imediato a trabalhadores, empresas, empregos e rendimentos em risco para evitar falências, perdas de empregos e de rendimento; e reforçar as medidas na saúde e na atividade económica depois do alívio das restrições, com locais de trabalho seguros e direitos para as mulheres e as populações em risco.

Por último, pede a mobilização da comunidade internacional para uma recuperação inclusiva, verde, sustentável e centrada no ser humano, que aproveite o potencial das novas tecnologias. Essa nova postura pode inspirar-se nas formas criativas e positivas como as empresas e os trabalhadores se adaptaram durante a pandemia.

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