Doméstica
Foto: Valter Cirillo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 75 por cento dos trabalhadores domésticos em todo o mundo, o equivalente a 55 milhões de pessoas, têm os seus empregos em risco por causa da crise provocada pela pandemia de Covid-19. As regiões da Ásia-Pacífico e das Américas são as mais afetadas.

Segundo uma avaliação feita no início do mês, a situação precária de muitos destes trabalhadores, a grande maioria do sexo feminino, é ainda agravada pela falta de cobertura de previdência social, já que muitos trabalham no setor informal, que concentra mais de sete em cada 10 casos de risco de desemprego ou de redução da carga horária.

Os dados recolhidos pela OIT mostram que nos países com medidas mais restritas de encerramento da economia os empregados domésticos ficaram impedidos de trabalhar, tanto no setor formal como informal. Os que trabalham com os direitos garantidos tiveram acesso a auxílios e incentivos, mas para aqueles que tiveram que ficar em casa devido às medidas de isolamento, a falta de trabalho levou também à falta de dinheiro para alimentar a família.

De salientar que, em algumas regiões do mundo, os domésticos são predominantemente migrantes, que dependem de seus salários para sustentar suas famílias nos países de origem. Ao ficarem sem receber ou a depender dos serviços de remessa, muitos fechados durante a pandemia, colocaram famílias inteiras sob risco de pobreza e fome. A OIT pede por isso aos governos de todo o mundo que formalizem o trabalho doméstico para proteger os profissionais de futuros choques económicos.

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