“Houve debates socioculturais muito fortes, por atingirem pontos essenciais da vida e do que ela requer. Disseram e dizem respeito ao princípio e ao fim da existência humana, ‘da conceção à morte natural’, posta em causa pelo aborto e a eutanásia. Continuam presentes e a requerer a nossa atenção prioritária e constante. Continuaremos a expressar-nos com serenidade e clareza, pois, aqui como em tudo, importa mais convencer do que vencer”, afirmou esta segunda-feira, 15 de junho, em Fátima, o cardeal-patriarca e presidente cessante da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

No discurso de abertura da Assembleia Plenária da CEP, Manuel Clemente passou em revista os principais temas e desafios que a Igreja portuguesa enfrentou nestes últimos sete anos, destacando o atual período de crise causado pela pandemia, mas sobretudo o trabalho caritativo e solidário que nasceu e se fortaleceu nos mais diversos setores da sociedade.

“Houve heroísmo em muitos casos, na frente hospitalar e nos lares de idosos, para salientar os primeiros de muitos outros, onde também não faltou generosidade. Oxalá tanto bem que emergiu, face a um grande mal, recresça para o futuro, quer superando a pandemia que persiste, quer para nos retomarmos melhor do que estávamos antes”, afirmou o cardeal-patriarca, deixando uma palavra de louvor a todos os que têm contribuído para minorar os efeitos da pandemia.

Na sessão plenária que hoje se inicia, os bispos irão eleger um novo presidente da CEP, já que Manuel Clemente não pode ser reeleito por ter cumprido dois mandatos consecutivos. Serão também escolhidos os presidentes das sete comissões episcopais e os delegados nas instituições e movimentos internacionais de que a CEP faz parte.

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