O Banco Mundial (BM) prevê uma contração da economia mundial de 5,2 por cento para este ano, uma recessão que será maior nas economias mais avançadas e menor nas emergentes e que atinge pela primeira vez este grupo de nações, nos últimos 60 anos, devido ao impacto da pandemia. A boa notícia é que se prevê o regresso ao crescimento mundial em 2021, podendo chegar aos 4,2 por cento.

Segundo a edição de junho do relatório sobre as perspetivas económicas mundiais do BM, esta será a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, e a primeira vez desde 1870 que tantas economias experimentaram uma diminuição do rendimento ‘per capita’. “A diminuição prevista nos rendimentos ‘per capita’, de 3,6 por cento, empurrará milhões de pessoas para a pobreza extrema este ano”, refere o documento.

Apesar da magnitude das perturbações variar em função da região, todas as economias emergentes e em desenvolvimento acusarão vulnerabilidades, agravadas pelas crises externas. Os países mais afetados serão os que dependem do comércio internacional, do turismo, das exportações e do financiamento externo, e temem-se também repercussões a longo prazo no desenvolvimento do capital humano.

“As perspetivas dão muito que pensar, já que é provável que a crise deixe cicatrizes difíceis de apagar e que crie desafios mundiais complexos. A nossa primeira prioridade é abordar a emergência mundial em matéria sanitária e económica. Mas além disso, a comunidade mundial deve unir-se para alcançar uma recuperação o mais sólida possível e impedir que mais pessoas caiam na pobreza e no desemprego”, assinala Ceyla Pazarbasioglu, vice-presidente de Crescimento Equitativo, Finanças e Instituições do Grupo Banco Mundial.

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