A Igreja Católica na Malásia está a assegurar alimentação, e até algum dinheiro, aos migrantes apanhados pelo confinamento obrigatório no país e que ficaram numa situação de risco, por não terem rendimentos para comprar comida e estarem impedidos de regressar aos seus países de origem, devido ao encerramento das fronteiras.

“O confinamento também causou uma crise humanitária em termos de perda de empregos e escassez de alimentos entre os trabalhadores informais que recebem diariamente. Desafortunadamente, a maioria destas pessoas são imigrantes estrangeiros, e nós, através da pastoral dos migrantes, estamos a trabalhar para ajudá-las”, disse à agência Fides o sacerdote jesuíta Alvin Ng.

Segundo o missionário, os migrantes enfrentam grandes dificuldades para sobreviver, por causa do confinamento. Primeiro, porque não podem regressar aos seus locais de origem devido ao encerramento de fronteiras. Depois, porque não podem sair dos bairros marginais para comprar comida por falta de dinheiro e por receio de serem detidos pelas autoridades.

Como estas pessoas não têm direito à assistência por parte do governo, o gabinete de atenção pastoral aos migrantes da arquidiocese de Kuching, entre outros, efetuou um levantamento do número de pessoas em dificuldade e da sua localização, para começar a distribuir-lhes ajuda humanitária.

“Sejam locais ou estrangeiros, todos são o rosto de Cristo, a quem todos somos chamados a servir. Começando por uma oração e um pensamento por eles, pode passar-se depois à ajuda financeira e a oferecer um copo de água em nome de Deus”, justificou o padre Alvin.

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