O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam para a grave escassez de vacinas na Líbia, que está a colocar em grave risco mais de 250.000 crianças. O conflito armado em curso e a atual pandemia de Covid-19 estão a interromper serviços de saúde, a provocar constantes apagões, falta de água potável e a levar ao encerramento de escolas e espaços adequados para as crianças.

A interrupção da vacinação leva a um “aumento do risco de ressurgimento” de surtos de diversas doenças. Há no país “uma forte escassez de vacina hexavalente, que protege contra seis doenças: difteria, tétano, tosse convulsa, poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b e hepatite viral B”. Ao mesmo tempo, há uma “grave escassez de vacina oral contra a poliomielite”. Com uma cadeia de distribuição global saturada, e com as medidas de contenção da Covid-19, “é provável que o país enfrente uma prolongada escassez de stocks pelo segundo ano consecutivo”.

Segundo Abdel- Rahman Ghandour, representante especial da UNICEF, “a necessidade de garantir um fluxo ininterrupto de fundos para o fornecimento de vacinas para atender à atual escassez é urgente”. Nesse sentido, a agência das Nações Unidas “renova a sua oferta de serviços de fornecimento ao governo da Líbia para fornecer vacinas pré-qualificadas pela OMS a preços vantajosos e para que sejam entregues urgentemente à Líbia”.

Elizabeth Hoff, representante da OMS na Líbia, alerta para a importância da vacinação. “A OMS promoveu com sucesso a continuação do Programa Estendido de Vacinação na Líbia (EPI) durante a pandemia de Covid-19 com as autoridades de saúde. Mesmo que tenhamos superado esse obstáculo, se os stocks de vacinas esgotarem, teremos que enfrentar outros muito mais sérios. Isso colocará em risco a vida de centenas de milhares de crianças na Líbia. A OMS une-se à UNICEF oferecendo o seu total apoio total ao governo da Líbia para enfrentar este desafio crucial”, disse a responsável.

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