Um refugiado e um membro da comunidade de acolhimento testaram positivo para a Covid-19 no acampamento de refugiados rohingya, no Bangladesh. O campo de Cox’s Bazar acolhe 860 mil pessoas que fugiram da violência em Myanmar, e as agências das Nações Unidas desdobram-se agora em iniciativas para evitar a propagação do vírus e do pânico entre a população.

As duas pessoas que testaram positivo estão a ser tratadas em isolamento, enquanto os seus contactos estão a ser rastreados, testados e colocados em quarentena. Até o momento, 108 refugiados foram testados. Ao mesmo tempo, 250 refugiados foram treinados para atuar como parte do Sistema de Alerta e Resposta a Alerta Precoce e mais de três mil voluntários receberam formação sobre o vírus.

Para a coordenadora de Gestão e Desenvolvimento de Campo da Organização Internacional para Migrações (OIM), Kerry Mcbroom, as equipas no terreno enfrentam três grandes desafios: “Em primeiro lugar, os recursos e infraestruturas limitadas. Em segundo lugar, há um problema de compreensão sobre a doença e como ela funciona no campo. Este mal-entendido pode resultar em pânico ou problemas para as nossas equipes e, ao mesmo tempo, reduzir o nosso acesso ao campo. Finalmente, há um estigma em torno da Covid-19. A estigmatização dos trabalhadores da saúde e voluntários na linha da frente também tem riscos”.

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