Seis mil crianças podem morrer diariamente por falta de cuidados sanitários, nos próximos seis meses, por causa da concentração de meios na luta contra a pandemia, segundo um estudo da universidade americana John Hopkins, que tem monitorizado a evolução mundial da Covid-19. Se as previsões se confirmarem, estima-se que o total de vítimas possa ascender a 1,2 milhões, em 118 países.

De acordo com os investigadores, citados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a luta contra a pandemia está a concentrar muitos meios e aos mesmo tempo, o que perturba o fornecimento de medicamentos e o acesso a alimentos nos países onde os sistemas de saúde são precários e a economia é deficiente.

Ao mesmo tempo, tem-se acentuado a pressão “sobre os recursos humanos e financeiros desses mesmos países, que têm sido obrigados a um investimento maior e em curto espaço de tempo, tanto para comprar materiais de biossegurança como para minimizar os efeitos da paralisação da economia”.

Entre os serviços mais afetados, segundo o UNICEF, estão o planeamento familiar, os cuidados pré e pós-natais, os partos, a vacinação e os serviços de prevenção e cuidados de saúde. A região em situação de maior risco é a Ásia, seguida da África subsaariana e da América do Sul.

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