Com o objetivo de alertar para o drama da violência doméstica, e incentivar uma “maior atuação cívica” por parte da população foi lançada a campanha de sensibilização “Não fique à espera – Dê a cara por quem não pode”. A ação surge no contexto da atual pandemia, cujas medidas de contenção apelam ao confinamento dos cidadãos, o que “constitui uma ameaça para todas as pessoas que são vítimas de violência doméstica e estão confinadas com os/as agressores/as”, refere a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), em comunicado.

Os responsáveis pelo organismo nacional lembram que o confinamento a que os cidadãos estão sujeitos “torna-se uma ameaça” para as vítimas de violência doméstica, e que num cenário destes, as “situações de tensão e o número de casos de violência doméstica têm vindo a agravar-se”. Nesse sentido, o organismo nacional afirma que se torna necessário “apelar a todos os portugueses para um problema ainda mais grave durante estes tempos de isolamento”. A nova campanha “faz um apelo aos familiares, amigos/as ou vizinhos/as, bem como a outros membros do círculo próximo das vítimas, que não permaneçam em silêncio nesta altura de crise e que deem voz a quem não pode fazer por si próprio/a”.

João Lázaro, presidente da APAV, explica os contornos da campanha. “Atravessamos atualmente um contexto de confinamento que nos desafia diariamente a fazer mais e melhor. À semelhança do que acontece em todo o mundo, adaptámo-nos a uma nova realidade e unimos esforços para dar continuidade à nossa missão de apoiar vítimas de crime, seus familiares e amigos/as. Com esta iniciativa, voltamos a juntar-nos à Altice Portugal, à Guarda Nacional Republicana (GNR) e à Polícia de Segurança Pública (PSP) para cumprir objetivos comuns: incentivar a participação cívica de todos/as e alertar para a urgência de uma sociedade sem violência”, refere João Lázaro, presidente da APAV.

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