Bernard Obiero - Diretor da Fátima Missionária

No meio da crise que vivemos, demo-nos conta que sozinhos não podemos vencê-la. As ações de solidariedade e fraternidade multiplicam-se. Ninguém se salva sozinho. Podemos recordar os gestos altruístas dos profissionais de saúde e voluntários, que colocam as suas vidas em risco para ajudar muitas pessoas nas situações de maior fragilidade, como os idosos, doentes crónicos ou outras pessoas mais vulneráveis ao vírus. Bem-haja àqueles que, anonimamente, colaboram nesta luta, alimentando os mais necessitados, e adquirindo os equipamentos necessários para combater o vírus.

São louváveis os que se predispõem a colaborar com os governos e as direções de saúde. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu uma ação coordenada, solidariedade global e confiança nos cientistas e instituições que lidam com a pandemia da Covid-19.

Muitos meios de comunicação social têm transmitido mensagens, adotando as indicações das instituições competentes, como, por exemplo, um anúncio único, que foi difundido em direto pelos pivôs da RTP, SIC, TVI e CMTV. Os quatro canais portugueses juntaram-se para fazer uma campanha de sensibilização da Direção-Geral da Saúde sobre os comportamentos em caso de suspeita da Covid-19.

A mensagem foi bem passada: “pomos de lado as nossas diferenças, porque há lutas sem concorrência, dando voz a uma só mensagem que vai salvar muitas vidas. Somos todos uma só voz. Só unidos venceremos esta pandemia”.

Continuamos a viver dias de incerteza, e as notícias do Fundo Monetário Internacional (FMI) não são animadoras. O FMI prevê que a economia global tenha uma quebra acentuada de três por cento este ano, e o desemprego deverá disparar. Ainda assim, são necessárias medidas para reduzir o contágio
e salvar vidas.

Teremos que fazer muito para sair da crise causada pela pandemia, e toda a nossa solidariedade e caridade fará grande diferença. Teremos que mostrar ainda esta força que nos torna mais humanos, e que saibamos aprender a lição, e com esta ocasião mudar a nossa atitude sobre a vida. Como nos recorda Catherine M. O’Meara, no poema, no tempo de pandemia, temos que pensar de forma diferente, fazer novas escolhas, sonhar novas visões e criar novos modos de vida.

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