Quarenta e três novos agregados familiares encontram-se a ser apoiados pela Cáritas Diocesana do Algarve. Ana Sofia Pereira, Técnica de Ação Social do organismo humanitário da Igreja Católica, traça um retrato das novas famílias que pediram auxílio à instituição.

 

“Na sua maioria, são agregados familiares que viram os seus rendimentos reduzidos devido a situações de desemprego, ou perda de remuneração. Muitos deles tinham trabalhos precários e neste momento ficaram sem qualquer proteção social”, explicou a responsável, adiantando que “a grande maioria das famílias solicita apoio alimentar”.

 

No entanto, outras carências foram já sentidas. “Já registámos pedidos de apoio em medicação e no pagamento de renda de casa”, disse a Técnica de Ação Social. Os novos pedidos de ajuda envolvem um total de 86 pessoas, e foram feitos entre 16 de março e o 17 de abril. O crescimento dos pedidos levou já a um esgotamento da reserva alimentar da Cáritas do Algarve, e à necessidade de mais alimentos.

 

Ana Sofia Pereira acredita que “a crise está instalada”, e que “o desemprego vai aumentar”. A responsável defende que esta crise deverá “atingir sobretudo os que já estão numa situação de pobreza ou no seu limiar”, conforme explicou, em declarações ao jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.

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