Maria da Conceição Julião, chegou ao Gungo, em Angola, no final do ano passado, para realizar uma experiência de voluntariado. O objetivo era dedicar-se a diversas funções, como a educação, a culinária e a costura, mas a atual pandemia acabou por trocar os planos à voluntária de 59 anos de idade, que rumou ao continente africano através do grupo missionário ‘Ondjoyetu’, da diocese de Leiria-Fátima.

“Tenho feito outras coisas, neste momento estou a fazer máscaras para nós e para distribuir”, explica a voluntária, traçando um breve panorama do dia-a-dia na região em que agora vive. “Aqui as casas são pequeninas. São os quartos. As pessoas vivem, basicamente, na rua, pelo que é complicado. Eu agora, da janela, estou a ver um grupo de crianças, sentados, à sombra de uma árvore”, relata a portuguesa.

Com 2200 quilómetros quadrados, e com cerca de 25 mil habitantes, a comuna do Gungo é uma região montanhosa. A voluntária demonstra a sua admiração pela resiliência de um povo que já enfrentou diversas epidemias, conflitos armados e pobreza. “É um povo que está habituado a viver com a morte, a toda a hora. Criaram, forçosamente, condições para sobreviver”, explicou Maria.

A voluntária afirma estar a vivenciar este período com tranquilidade. “Estou a viver a pandemia de forma tranquila, apesar de todos os alarmes”, disse a voluntária, em declarações à agência Ecclesia. ‘Ondjoyetu’ é a designação de um grupo missionário da diocese de Leiria-Fátima, que existe desde 1999, e que tem aproximado a região de Leiria e a comunidade do Sumbe, em Angola.

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