Estudo de uma empresa norte-americana estima que a pandemia pode duplicar a taxa de desemprego na Europa e deixar cerca de 60 milhões de postos de trabalho em risco, o equivalente a mais de um quarto dos trabalhadores europeus.

Segundo os investigadores, a evolução da situação do mercado de trabalho dependerá da “eficácia da resposta da saúde pública” ao coronavírus, e das respostas governamentais às consequências económicas da quarentena na Europa.

Para elaborarem o estudo, os especialistas do McKinsey Global Institute (MGI) trabalharam com base em dois cenários. No primeiro, o mais otimista, o vírus é controlado entre dois a três meses após a paragem económica, o que limitaria o aumento do desemprego para 7,6 por cento em 2020, podendo voltar em 2021 aos níveis anteriores à crise.

O segundo cenário, mais pessimista, parte da hipótese de que o vírus não poderá ser contido a curto prazo e que as medidas de distanciamento e confinamento social continuarão durante o verão, o que “agravaria o impacto económico” e poderia fazer com que o índice suba até aos 11,2 por cento, sem certeza que regresse ao nível de 2019 antes de 2024.

De acordo com a consultora, citada pelas agências internacionais, entre os setores de maior risco estão os serviços de alojamento e alimentação, o que representa 8,4 milhões de empregos. E 44 por cento dos postos de trabalhos no setor do comércio, cerca de 14,6 milhões de empregos, também estão em risco, assim como metade dos do setor das artes e entretenimento.

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