Embora os dados de vários países continuem um mistério, a informação recolhida pela Amnistia Internacional (AI), no seu relatório anual, divulgado esta terça-feira, 21 de abril, permite concluir que a utilização da pena de morte voltou a baixar em 2019, pelo quarto ano consecutivo.

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, o ano passado foram executadas 657 pessoas, o que significa uma descida de cinco por cento em relação a 2018, ano que, com um total de 690 mortes, já era tido como o que registava menos execuções associadas a penas de morte da década passada.

A China, onde se presume que o número de execuções ultrapasse um milhar por ano, e o Irão, continuam a ser, segundo a AI, os países que mais pessoas executam, mas ambos mantêm os números relativos a penas de morte como segredo de Estado, pelo que os valores reais são desconhecidos.

“Temos de manter a tendência atual de abolição global da pena de morte. Tem de haver pressão internacional sobre os últimos carrascos do mundo para acabar de vez com esta prática desumana”, defende a diretora de Investigação, Promoção e Política da AI, Clare Algar, explicando que a organização está a pedir a todos os Estados que acabem com o método.

No relatório, citado pela agência Lusa, a responsável classifica a pena de morte “como um castigo abominável e desumano”, por “não existirem provas credíveis de que o método diminua mais a criminalidade do que as prisões”.

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