O Ministério da Ciência e Tecnologia chinês anunciou esta semana que foram aprovados ensaios em humanos de mais duas vacinas experimentais para combater o novo coronavírus. Uma das vacinas está a ser desenvolvida por um laboratório farmacêutico de Pequim, a outra pelos institutos de Produtos Biológicos e de Virologia, em Wuhan, o epicentro da pandemia.

Em fase mais adiantada está a vacina desenvolvida pela Academia Militar de Ciências Médicas e o grupo chinês de biotecnologia CanSino, cujos testes em humanos tinham sido aprovados a 16 de março. “A vacinação de indivíduos durante a primeira fase das provas clínicas, assim como o recrutamento de voluntários para a segunda fase dos ensaios, começaram a 9 de abril. Trata-se da primeira vacina no mundo contra o coronavírus a iniciar a segunda fase dos estudos clínicos”, explicou um porta-voz do governo.

Os grupos farmacêuticos e de investigação de todo o mundo lançaram-se numa corrida contra o tempo para desenvolver tratamentos e vacinas contra a Covid-19, que já provocou mais de 120 mil mortes e mais de dois milhões de infetados. O prazo previsto para o desenvolvimento de uma vacina eficaz é de entre 12 a 18 meses no mínimo.

Entretanto, a União Europeia anunciou esta quarta-feira, 15 de abril, que vai organizar uma conferência de doadores para angariar fundos para impulsionar o de uma vacina contra o novo coronavírus. O encontro está agendado para o próximo dia 4 de maio.

Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esta reunião “ajudará a abordar a falta de financiamento imediato para alcançar soluções inovadoras e equitativas” e será uma excelente “oportunidade coletiva para vencer o vírus”.

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