O Santuário de Fátima é, habitualmente, lugar de silêncio. De silêncio interior. Mas também de silêncio orante, como o que se verificou quando o Papa Francisco rezou na Capelinha das Aparições, em maio de 2017, perante uma assembleia de centenas de milhares de peregrinos, que permaneceu em silêncio durante longos minutos. Um momento emocionante que ficou para a história do templo mariano.

Por estes dias, Fátima, e em particular o santuário, têm vivido outro momento histórico, de assombroso silêncio, mas um silêncio de vazio. Vazio de peregrinos, vazio de celebrações comunitárias, vazio dos cânticos que fazem eco no recinto e que tantas vezes amplificam as mensagens de esperança e de paz, para o país e para o mundo.

Em plena crise provocada pela pandemia de Covid-19, fica o registo do silêncio atípico do último Sábado Santo neste espaço de oração. O silêncio do vazio.

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