A Igreja Católica de Ranchi, em Jharkhand, estado da Índia oriental, abriu o primeiro centro de acolhimento para trabalhadores migrantes e suas famílias, bloqueados no distrito de Muri, devido à quarentena obrigatória imposta em todo o país para conter a propagação do novo coronavírus. Numa segunda fase, estão preparados outros 13 espaços para acolher as pessoas que procuravam regressar aos seus estados de origem e ficaram temporariamente impedidas de viajar.

A maior parte destes deslocados internos são migrantes, trabalhadores domésticos, vendedores ambulantes, pessoal da limpeza e operários não qualificados, que vivem no limiar da pobreza. Tentavam chegar aos seus locais de origem a pé, já que os autocarros estatais, os táxis e os comboios deixaram de circular, e ficaram retidos em Jharkhand. Perante este cenário, o governo local solicitou o apoio da Igreja para ajudar a prestar assistência a estas famílias.

O primeiro grupo acolhido, além do alojamento, tem garantido o acesso a alimentação e aos serviços básicos. “Entre as 46 pessoas acolhidas, há seis mulheres, uma criança de três anos, outra de um ano, e um bebé de três meses. Uma das mulheres está grávida”, disse à agência Fides o padre Sushil Toppo, secretário da arquidiocese de Ranchi.

O centro de acolhimento é administrado pelas religiosas ursulinas e está preparado para receber cerca de 200 pessoas, respeitando as medidas impostas para limitar o contágio. Cada um dos utentes é examinado previamente pelas autoridades médicas para descartar possíveis casos positivos de Covid-19.

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