Foto: Miguel A. Lopes / Lusa

Os responsáveis pelo Centro Social Paroquial de Algueirão-Mem Martins e Mercês, no distrito de Lisboa, decidiram lançar o projeto “Refeição solidária”, de forma a assegurar a entrega de refeições às famílias acompanhadas pela instituição, durante o atual período de pandemia.

 

“A Cáritas Diocesana de Lisboa deu-nos um apoio muito significativo de 9 mil euros que será todo canalizado para a parte alimentar. Vai reforçar a nossa despensa, pois mensalmente distribuímos 150 cabazes de alimentos”, explicou o irmão Cristinel Gherfi, diretor-geral da instituição, que tem na congregação dos Pobres Servos da Divina Providência os seus responsáveis pastorais.

 

A iniciativa ganha forma através da confeção de duas dezenas de refeições diárias, constituídas por sopa, pão, prato principal e lanche, a que se somam alimentos doados pelos clientes das superfícies comerciais em campanhas de angariação de bens. “Vamos confecionar 100 refeições semanais na nossa cozinha, que serão distribuídas em vários pontos da nossa freguesia”, explicou o religioso, em declarações à agência Ecclesia.

 

O centro paroquial, além de se dedicar ao apoio alimentar, presta também apoio económico e auxílio com medicamentos. A vertente de inserção laboral, com a equipa do RSI, também faz parte das funções da instituição. A estrutura paroquial presta ainda apoio domiciliário e detém um centro de dia, cujos idosos se encontram atualmente em regime de apoio domiciliário, devido à atual pandemia. Cristinel Gherfi explica que o apoio social é articulado com a autarquia, e admite – “Queríamos uma resposta mais completa e para isso precisávamos de reforços”.

 

De acordo com o religioso, os efeitos da pandemia já se notam, com os pedidos de ajuda a crescer. No entanto, “os recursos também” continuam a aumentar, refere o irmão Cristinel Gherfi, que admite estar satisfeito com a resposta generosa dos seus paroquianos. Numa altura que é de incertezas, o irmão Cristinel Gherfi procura deixar uma mensagem de tranquilidade. “Quando me perguntam como vai ser, digo: não tenham medo. (…) Vamos conseguir.”

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