dinheiro
Foto: Lusa

É um sistema não convencional para sair da crise provocada pela pandemia da Covid-19 e já está a ser aplicado pelos Estados Unidos da América, que prevê a entrega de um cheque de 3.000 dólares às famílias com dois filhos, ou de Hong Kong, que pretende entregar mais de 1.000 euros a cada um dos seus residentes.

Criada em 1960 pelo economista e Prémio Nobel da Economia, Milton Friedman, a expressão «dinheiro helicóptero» assenta na ideia de evitar o canal habitual de transmissão de liquidez entre os bancos centrais, que criam a moeda, e os bancos tradicionais. A ideia é evitar intermediários e alimentar diretamente o consumidor, dando-lhe um montante global ou mensal, para que use esse dinheiro para comprar bens e exerça um efeito mais rápido sobre a economia.

A medida, porém, não é consensual entre os economistas, com os mais céticos a duvidar do impacto real e determinante no consumo. Além das dificuldades técnicas em pagar diretamente aos consumidores, alegam ainda, que se não for imposto um prazo ao consumidor para gastar o dinheiro, existe o risco de o guardarem e a medida não ter o efeito desejado.

«O consumo está neste momento sob pressão» devido às medidas de confinamento. Esperemos que se aclarem as coisas», aconselha o economista francês Jean-Pisani-Ferrary, citado pelas agências internacionais, considerando que ainda não é oportuno colocar este tema em debate.

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