Sacerdote divulga um cartaz onde indica os serviços que se dispõe a concretizar, para evitar que os seus paroquianos saiam de casa. O objetivo é conter a atual pandemia

O padre Sandro Vasconcelos é agora rosto de um cartaz onde divulga os serviços que se dispõe a prestar à população. São eles – «idas às compras e farmácia», «compra de jornais e revistas» e «apoio espiritual». No mesmo folheto, o sacerdote deixa o seu número de telemóvel e afirma: «Eu faço por si. Fique em casa.» O religioso faz ainda um apelo aos seus paroquianos – «Passem, por favor, esta informação aos mais velhos que não têm quem faça isto. Eu faço por eles».

O sacerdote que se disponibiliza para concretizar estas diferentes tarefas acompanha seis comunidades religiosas na arquidiocese de Braga, e depois de divulgar os serviços a que estava disposto a levar a cabo, outros lhe surgiram. «Houve coisas que nem pensei e fui solicitado como pagar faturas da água, e, ainda ontem, ligou-me uma senhora de Lisboa porque a mãe tinha uma carta registada para meter no correio para o advogado», exemplificou o pároco de Godinhaços, Arcozelo, Marrancos, Moure, Pedregais e Rio Mau, em declarações à agência Ecclesia.

O responsável garante que não entra nas habitações das pessoas. Quando está nas proximidades das casas dos seus paroquianos, liga-lhes, espera «dentro do carro e a pessoa entrega a lista, a carta, a fatura, do outro lado do condutor». As compras ou outros bens são depois deixados à porta de casa de quem solicitou o serviço. Só depois disso é que o padre Sandro liga ao seu paroquiano para o informar de que a sua entrega já está feita.

 

«As contas fazem-nas depois comigo, quando isto passar. O talão está dentro da saca e, neste momento, não têm de se preocupar. Até é uma forma de ajudar aquelas pessoas que possam estar a ter dificuldades», adianta o responsável, que também se dedica à atividade musical.

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