Os diálogos exploratórios entre o governo colombiano e a segunda maior guerrilha terminaram na segunda-feira. O único acordo a que chegaram foi voltar a encontrar-se em abril.
Os diálogos exploratórios entre o governo colombiano e a segunda maior guerrilha terminaram na segunda-feira. O único acordo a que chegaram foi voltar a encontrar-se em abril. O comissário para a paz colombiano, Luís Carlos Restrepo, e os líderes do Exército de Libertação Nacional (ELN), anunciaram um terceiro encontro preliminar em Havana, Cuba, no princípio de abril. Este grupo guerrilheiro conta com uns cinco mil homens.
Esperam poder acordar uma agenda para as negociações formais e assim terminar quarenta anos de luta. “Não penso que a paz esteja próxima”, disse aos jornalistas antonio Garcia, comandante militar da guerrilha. Mas admitiu que um grande avanço durante os diálogos foi o reconhecimento político dado à delegação do ELN pelo governo colombiano. até então o ELN sempre tinha sido catalogado como um grupo criminoso e terrorista.
Num esforço para construir confiança, o governo colombiano concordou com a suspensão das ordens de captura para Garcia e Ramiro Vargas, dois dos mais procurados líderes da guerrilha envolvidos no processo de paz.
O ELN, fundado em 1964, exige reformas políticas para aumentar a participação democrática no que consideram um estado governado pelas elites mais abastadas. O governo exige um cessar-fogo, mas o assunto nem sequer foi discutido nas duas rondas de conversações que começaram em Dezembro.
O acordo para continuar os diálogos vai fortalecer a popularidade do presidente colombiano, alvaro Uribe, que está a procurar ser reelegido em Maio. Um aliado dos Estados Unidos, Uribe foi elegido em 2002 com a promessa de acabar com a revolta guerrilheira. O principal grupo guerrilheiro, as Forças armadas Revolucionárias da Colômbia (FaRC), afirma não poder negociar com Uribe tendo rejeitado uma proposta de intercâmbio de prisioneiros.

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