Os refugiados que regressam às suas casas na província de Bié, na angola, terão que aguardar por uma contagem das pessoas antes de se poderem registar para ter acesso a ajuda alimentar.
Os refugiados que regressam às suas casas na província de Bié, na angola, terão que aguardar por uma contagem das pessoas antes de se poderem registar para ter acesso a ajuda alimentar. a discrepância entre os números fornecidos pela agência para os refugiados das Nações Unidas (ONU) e os do ministério angolano da assistência social e da reintegração, levaram à suspensão provisória do processo de inscrição.
“Neste contexto, o Programa alimentar Mundial (PaM), em coordenação com o ministério da assistência angolano decidiram fazer uma verificação e determinar a causa desta discrepância entre os números”, disse Manuel Cristovão, porta-voz do PaM, à agência de notícias IRIN.
Quando deixam os campos de refugiados da ONU na Zâmbia e na Namibia, donde vem a maior parte destes refugiados, preenchem um cartão com o seu destino na angola. De acordo com um trabalhador humanitário: “Esses cartões são usados para determinar o número e suspeita-se que os que regressam mudam o seu destino durante a viagem de regresso de acordo com a informação adicional que recolhem. Podem descobrir que a sua família se mudou para Bié ou que a situação aí­ é melhor”. O problema foi diagnosticado a meados de Janeiro e, segundo Cristovão, ” a situação vai ser resolvida esta semana para que o registo possa continuar”.
à medida que os recém-chegados esperam pelo resultado da investigação, o PaM continua a dar assistência aos 54. 300 retornados. “Continuam a receber assistência alimentar até que tenham as primeiras colheitas e se verifique que se podem sustentar a si próprios”.
O PaM fez um inquérito na zona rural da região central de angola, que inclui o Bié, onde se vive a pios situação de vulnerabilidade alimentar. O estudo revelou que cerca de 50 porcento da população rural vivem numa situação de insegurança alimentar.
O trabalho do Pam tem sido dificultado por problemas de acesso, devido ao estado das estradas, pontes destruidas e minas. Por outro lado faltam fundos. “Em 2004 o Pam recebeu 80 milhões de euros, mas em 2005 não recebeu mais de 20 milhões”, disse Cristovão.

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