Quatro meses depois do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, os ativistas de direitos humanos criticam o sistema de justiça brasileiro por não ter descoberto ainda os autores do crime
Quatro meses depois do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, os ativistas de direitos humanos criticam o sistema de justiça brasileiro por não ter descoberto ainda os autores do crime a amnistia Internacional (aI) emitiu esta semana um comunicado a criticar o atraso na conclusão da investigação à morte da vereadora do Rio de Janeiro (Brasil), Marielle Franco, e do seu motorista, anderson Gomes. após quatro meses, a não resolução do assassinato demonstra ineficácia, incompetência e falta de vontade das instituições do sistema de justiça criminal brasileiro em resolver o caso, afirma a diretora executiva da organização, Jurema Werneck. a autarca e o motorista foram assassinados a tiro a 14 de março no Estácio, na região central do Rio de Janeiro. Para Renata Neder, coordenadora de pesquisa na aI, a falta de uma solução para o caso e a possibilidade de envolvimento de agentes do Estado apontam para a necessidade de se criar um mecanismo independente de acompanhamento das investigações. É importante garantir que as investigações andem de forma célere, não sofram com interferências indevidas e que todas as diligências sejam feitas, disse a ativista, explicando que esse órgão externo não faria uma investigação paralela, mas apenas verificaria se os procedimentos corretos estão a ser cumpridos. Já os pais de Marielle queixam-se de não receber notícias das autoridades fluminenses há mais de um mês. É bem ruim para nós esse silêncio. É um sentimento de que se está chegando a um ponto de impunidade, afirmou Marinete da Silva, salientando, no entanto, que ainda confia no trabalho da polícia e nas condições que tem para chegar a uma conclusão.

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