O arcebispo de Moscovo disse que é importante reafirmar a distinção entre o proselitismo e o apelo à caridade numa sociedade que ainda sente o fracasso do modelo marxista.
O arcebispo de Moscovo disse que é importante reafirmar a distinção entre o proselitismo e o apelo à caridade numa sociedade que ainda sente o fracasso do modelo marxista. Na Rússia, os aspectos mais relevantes da encí­clica Deus est caritas são o apelo ao envolvimento social da igreja e a clara distinção entre o trabalho caritativo da Igreja e qualquer intenção de proselitismo.
“Estou muito feliz de que o Santo Padre tenha realçado o facto de que o trabalho caritativo da Igreja não deve servir como um instrumento para a conversão e o proselitismo”, disse monsenhor Tadeusz Kondrusiewicz, arcebispo de Moscovo, à agência de notícias asiaNews. Nos últimos 15 anos temos lembrado o povo russo que o nosso esforço social visa pessoas que podem ser crentes ou não, católicas ou não: o nosso objectivo último é ajudar o ser humano que necessita”.
O arcebispo frisou a importância de que “o Papa, a nossa mais alta autoridade, deixe claro que o proselitismo é uma prática que não faz parte da igreja católica”. a igreja ortodoxa sempre foi muito crí­tica do que entendiam como “proselitismo” dos católicos nas regiões da antiga União soviética. Por isso o Papa João Paulo II nunca pode visitar a Rússia. O mesmo entendimento foi sempre uma fonte de tensão entre as duas comunidades religiosas.
O prelado confirmou que, mesmo a nível social, há um grande potencial para uma maior colaboração com os ortodoxos: “Nos últimos anos quando as autoridades civis organizavam conferencias ou debates sobre temas sociais, sempre convidavam os ortodoxos e outras confissões religiosas”.
Também a imprensa demonstrou interesse pela nova encí­clica. “Muitos jornalistas estavam surpreendidos de que o Papa não temesse falar de amor mesmo no seu sentido mais fí­sico, como eros. Os média ficaram muito interessados, pois as autoridades religiosas não costumam falar destas coisas”, concluiu o arcebispo Kondrusiewicz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *