apesar dos esforços das agências humanitárias para estabilizar os níveis de desnutrição no sudeste de Madagáscar, a situação continua frágil.
apesar dos esforços das agências humanitárias para estabilizar os níveis de desnutrição no sudeste de Madagáscar, a situação continua frágil. “O problema da nutrição estava a ser enfrentado pelo Programa Mundial de alimentação (PMa), pelo Fundo das Nações Unidas para as Crianças (UNICEF) e pelos seus cooperadores, mas ainda há desafios críticos que precisam de resposta”, disse o coordenador do PMa, Soava Rakotaorisoa, à agência de notícias IRIN.
Segundo a última avaliação feita por agências do governo e pela UNICEF, 20,4 porcento das crianças sofrem de desnutrição aguda e os números são ainda mais elevados em áreas remotas.
“Em Novembro estabelecemos que havia necessidade de tratar 2. 400 crianças nos Centros de Reabilitação Nutricional (CRN) em Manantenia, mas agora estamos a tratar 800; na Região de Vangaindrano esperávamos tratar cinco mil, mas estamos a tratar três mil”, indicou Rakotaorisoa. a diminuição do número de crianças foi atribuí­da a uma melhoria gradual da situação nos últimos dois meses, mas o coordenador do PM a disse que outros factores, como a migração para outras regiões, também teve muita influência.
a maior preocupação é Vangandriano: “é de difícil acesso, as pessoas têm dificuldade em chegar aos CRN, por isso talvez apenas três mil consigam vir”, explicou. “Debatemo-nos com dois desafios: primeiro, os recursos do PM a em Madagáscar chegaram a níveis críticos e ainda esperamos contribuições adicionais; segundo, chegar à população de zonas inacessí­veis, sem pontes para atravessar os rios, continua a ser um problema”, disse Rakotaorisoa.
O sudeste do Madagáscar sofre de insegurança alimentar crónica. Em 2005 as cheias, as infestações de insectos e a seca afectaram os cultivos de arroz e de batata-doce tornando ainda mais difícil uma situação já precária.

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