algumas notícias extremamente dolorosas amarguram o Natal de muitos quenianos e colocam interrogativos sobre a capacidade das instituições de responder a casos trágicos.
algumas notícias extremamente dolorosas amarguram o Natal de muitos quenianos e colocam interrogativos sobre a capacidade das instituições de responder a casos trágicos.
O Quénia tem ao longo dos anos sido um país de extremos. Grandes potencialidades económicas ao lado de extrema pobreza; belezas naturais incomparáveis acompanhadas pela chaga dos bairros da lata, e assim por diante.
até mesmo na tragédia parecemos exceder. Nestes dias duas notícias bem tristes assombram a alegria própria da quadra natalí­cia que vai começar.
Numa aldeia do oeste do país, cinco irmãzinhas foram cruelmente assassinadas num crime que ao que parece teve a ver com feitiço. E como segunda notícia diz a imprensa que no nordeste do país há já vários mortos de fome devido à carestia que está dizimando também os rebanhos.
O primeiro crime, ao que parece, querido pelo pai de cinco meninas que assim se propôs propiciar a sorte de modo a poder ter um descendente do sexo masculino. O outro, o da fome, querido, ou ao menos permitido, pelas autoridades que nos habitantes das zonas desérticas e de fronteira vêem apenas um grande incómodo.
O pai das cinco meninas, se é que é ele o culpado, tem agora o seu rapazinho pois a esposa que estava já em fim de gravidez ao dar pela desgraça das filhas entrou em dores de parto e deu à luz um rapaz. as autoridades explicam que a ajuda internacional é insuficiente, além disso, não se sabe ainda se os mortos faleceram de fome ou de qualquer outra doença.como se a fome não fosse a mãe de quase todas as doenças. Quando os mortos forem às centenas explicar-se-á que nada fazia prever um tal desfecho.
Enfim, também isto é parte da história da humana redenção. Uma parte bem triste, como se fora a nova chacina dos santos inocentes, mas uma parte que não põe fim à esperança. assim Deus queira.
Para o amigo leitor um feliz e santo Natal.

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