Um comandante do grupo rebelde ugandês, o Exército de Resistência do Senhor, pediu conversações de paz com o governo do Uganda.
Um comandante do grupo rebelde ugandês, o Exército de Resistência do Senhor, pediu conversações de paz com o governo do Uganda. O segundo comandante do Exército de Resistência do Senhor (LRa), Vincent Otti, lançou um apelo ao governo para começar as negociações de paz e afirmou estar disposto a ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). E acrescentou que, na sua opinião, também o governo devia ser julgado por crimes cometidos no norte do Uganda.
O LR a lutou no norte do Uganda e no Sudão durante 19 anos, raptando crianças e obrigando-as a combater. Houve uma tentativa de estabelecer diálogos de paz no ano passado mas não resultou.
Foi o próprio Otti que entrou em contacto por telefone com a emissora britânica BBC, afirmando que o LR a está pronto para o diálogo. “Sou o general Vincent Otti e quero que este diálogo com o governo seja o fim da rebelião, nós lutámos durante 20 anos, já estamos prontos”, disse. Pediu uma resposta do governo e afirmou contar com o apoio do comandante dos rebeldes, Joseph Kony.
Estes dois comandantes do LRa, entre outros, são procurados pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. O grupo rebelde cometeu atrocidades terrí­veis nos últimos 19 anos, e foram os civis que mais sofreram.
Houve tentativas de diálogo no passado, mas sem sucesso. Os observadores acusaram tanto os rebeldes como o governo de não se comprometerem com o diálogo.
O presidente Yoweri Museveni fortaleceu o exército numa tentativa de terminar a guerra, o que enfraqueceu os rebeldes. No entanto, o LR a continua a fazer emboscadas e mais de um milhão de pessoas tiveram que fugir devido à crescente insegurança, vivendo agora em campos de refugiados.
Havia pouca esperança de negociar o fim da guerra. Esta declaração do LR a certamente será muito bem recebida pela população do norte do Uganda que se vai alegrar com a mais pequena esperança de terminar a guerra.

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