Por resolução de 17 de Dezembro 1999, a assembleia geral das Nações Unidas designou o dia 25 de Novembro como o dia internacional pelo fim da violência contra as mulheres.
Por resolução de 17 de Dezembro 1999, a assembleia geral das Nações Unidas designou o dia 25 de Novembro como o dia internacional pelo fim da violência contra as mulheres. Neste dia os governos, as organizações internacionais e as organizações não governamentais são convidados a organizar actividades para aumentar a consciência de todos relativamente a este problema.
Desde 1981 que as activistas dos direitos da mulher tinham este como o dia contra a violência. Foi neste dia, em 1961, que as três irmãs Mirabal, activistas políticas da república Dominicana foram brutalmente assassinadas, por ordem do governante Rafael Trujillo. a 20 de Dezembro de 1993, a assembleia geral das Nações Unidas (ONU) adoptou a Declaração sobre a a eliminação da violência contra as mulheres.
a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, a 24 de Novembro deste ano, um estudo internacional sobre a violência doméstica, chegando à conclusão que esta é a mais comum forma de violência contra as mulheres. Foram entrevistadas 24 mil mulheres de 10 países, incluindo o Japão, o Brasil, a Etiópia, o Bangladesh, a Samoa, a Namíbia, a Sérbia e Montenegro, o Perú, a Tanzânia e a Tailândia.
O estudo concluiu que uma em cada seis mulheres já sofreram abusos, sendo a violência mais comum nos países mais pobres. É também nestes países que as mulheres mais provavelmente vão pensar que a violência era justificada.
Joy Phumaphi, assistente do director-geral da família e da saúde comunitária da OMS, disse que os governos têm que reconhecer a violência doméstica como um problema e produzir leis duras contra esta. O que queremos é tirar a violência doméstica do armário, disse ela. a percentagem de mulheres que denunciam a violência física ou sexual variou neste estudo entre os 15 por cento no Japão e os 71 por cento na Etiópia.
O estudo também concluiu que a violência por parte dos companheiros íntimos, como o estudo a denomina, é mais comum do que o abuso ou a violação por estranhos ou conhecidos. O alto número de abusos sexuais foi considerado particularmente alarmante, devido ao perigo de infecção com o vírus da sida.
Os países da américa do Norte e da Europa não foram incluídos neste estudo de sete anos por já terem sido o objecto de estudos anteriores. Por exemplo, 20 por cento das mulheres dos Estados Unidos e do Canadá admitiram terem sido vítimas de violência, assim como 23 por cento das mulheres que foram objecto destes estudos na Suécia.
Outra grande preocupação é o segredo que rodeia a violência doméstica, mais de metade das mulheres entrevistadas nunca tinham falado a ninguém da sua situação.
O estudo também concluiu que as vítimas de abuso físico ou sexual têm mais probabilidades de sofrer de uma saúde precária do que as mulheres que nunca foram abusadas. as mulheres que experimentaram violência na sua vida têm uma maior incidência de problemas de saúde, como uma saúde pobre em geral, tendências suicidas, mais abortos (espontâneos ou provocados), a violência é uma carga para toda a vida, disse a investigadora Henriette Jansen.

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