Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura estima que seriam necessários 140 euros anuais para cada pessoa que vive na pobreza, para acabar com a fome até 2030
Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura estima que seriam necessários 140 euros anuais para cada pessoa que vive na pobreza, para acabar com a fome até 2030 a erradicação da fome no mundo, até 2030, obrigaria a um investimento de 240 mil milhões de euros por ano em projetos de proteção social em áreas rurais e urbanas, para que as pessoas que vivem em situação de pobreza extrema melhorassem as suas condições de vida. Esta é a conclusão a que chegaram os relatores de um estudo da Organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FaO), divulgado esta semana. a conclusão do relatório é clara: se não forem tomadas medidas, em 2030 haverá mais 650 milhões de pessoas em situação de desnutrição crónica. É por isso que defendemos uma nova abordagem ao problema, que combine a proteção social com o investimento no desenvolvimento do meio rural, afirmou, na ocasião, o diretor da FaO, José Graziano da Silva. Uma das soluções, segundo Kanayo Nwanzeha, diretor do Fundo Internacional de Desenvolvimento agrícola (IFaD), passaria por dar ferramentas e recursos necessários aos pequenos agricultores, para que pudessem mudar a situação das comunidades que passam por problemas severos de nutrição. Não veremos melhorias na redução da pobreza e da fome, a menos que se invista seriamente na população rural, sublinhou o responsável. Já o diretor executivo do Programa alimentar Mundial, Ertharin Cousin, pediu uma mudança de mentalidades na forma como se ajudam os mais pobres, para travar o ciclo de pobreza e de fome. Deve investir-se nos mais vulneráveis e garantir que com essas ferramentas não só superam a fome, mas também conseguem retirar o máximos dos seus recursos e capacidades, assinalou o dirigente.