a violência contra crianças no mais jovem país do mundo está a alcançar níveis sem precedentes, alertam os responsáveis do Fundo das Nações Unidas para a Infância
a violência contra crianças no mais jovem país do mundo está a alcançar níveis sem precedentes, alertam os responsáveis do Fundo das Nações Unidas para a Infância O diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), anthony Lake, denunciou esta quinta-feira, 18 de junho, que a violência contra as crianças no Sudão do Sul está a atingir níveis de brutalidade sem precedentes. Só em três semanas, foram assassinados 129 menores no estado de Unidad, revelou o responsável, apelando ao fim das hostilidades com urgência. Os sobreviventes contam que foram castrados meninos, deixando-os a sangrar até morrer, que houve meninas, algumas com oito anos, violadas e assassinadas e várias outras crianças foram atiradas para urbanística em chamas, adiantou o representante da UNICEF, realçando que estes detalhes são inqualificáveis, mas que é preciso falar neles. anthony Lake estima que cerca de 13. 000 crianças foram obrigadas a participar num conflito que não iniciaram, fruto da agressividade cada vez maior dos grupos armados no recrutamento de menores. E alerta para os efeitos psicológicos e físicos para estas crianças, não só pela violência a que são submetidas, mas também pela violência que estão obrigadas a infligir aos outros. O conflito iniciado em dezembro de 2013, entre os partidários do Presidente Salva Kiir, e do ex-vice-presidente Riek Machar, já provocou mais de 1,5 milhões de deslocados internos, dos quais cerca de 800 mil são menores de 18 anos. Mais de meio milhão de sul-sudaneses procurou refúgio nos países vizinhos.