«O caos» que se vive no país tem levado a acontecimentos terrí­veis na região, forçando milhares de civis desesperados a procurarem a travessia insegura através do Mediterrâneo e a ataques à bomba contra embaixadas em Tripoli
«O caos» que se vive no país tem levado a acontecimentos terrí­veis na região, forçando milhares de civis desesperados a procurarem a travessia insegura através do Mediterrâneo e a ataques à bomba contra embaixadas em Tripoli O enviado das Nações Unidas para a Líbia revelou quarta-feira, 29 de abril, perante o Conselho de Segurança da ONU, a sua proposta de um acordo político a apresentar às fações adversárias líbias e lançou uma séria advertência pela situação que ali se vive. É este caos, justificou Bernardino León, que explica os dramas que temos visto recentemente. Para o representante especial do secretário-geral para a Líbia, a violência no país está a ter um forte impacto na região de inúmeras formas: as mortes no mar Mediterrâneo, as centenas de imigrantes que viajam para o sul da Itália e outros países, a matança no sul do país, de 30 etíopes cristãos pelo Daesh [Estado Islâmico], juntamente com outros crimes e ataques também do Daesh, como os que aconteceram recentemente em algumas embaixadas em Tripoli. Neste contexto, Bernardino León disse que a Missão das Nações Unidas de apoio na Líbia (UNSMIL), que ele chefia e que tem facilitado uma série de conversações entre as partes líbias, propôs algumas ideias para um projeto de acordo que foi enviado às partes interessadas há dois dias. León espera que este seja um passo para a pacificação do território.