Os indígenas maia perderam a esperança de encontrar alguma das 1 400 vítimas ainda enterradas na lama que cobriu uma aldeia na Guatemala. Na segunda-feira fizeram a última tentativa.
Os indígenas maia perderam a esperança de encontrar alguma das 1 400 vítimas ainda enterradas na lama que cobriu uma aldeia na Guatemala. Na segunda-feira fizeram a última tentativa. Uma equipa de salvamento espanhola usou cães treinados para procurar sobreviventes, mas esta última busca foi conduzida com pouca esperança. Não penso que haja esperança de encontrar sobreviventes, mas vamos tentar, disse à agência Reuters o espanhol Francisco Toledo. Já passaram seis dias desde o deslizamento de terra que sepultou a aldeia.
alguns dos pobres habitantes desta zona perderam dezenas de familiares na tragédia, um dos maiores desastres naturais da américa Latina. Trinta parentes meus viviam ali, Nenhum deles apareceu, disse à Reuters Gaspar Mendonza que usa as roupas tradicionais maias e tem uma enxada na mão.
Centenas de sobreviventes e camponeses das aldeias vizinhas ajudaram a escavar procurando corpos durante o fim-de-semana. Muitos insistem na remoção de todas as vítimas a qualquer custo, mas na segunda-feira já só um pequeno grupo de familiares veio ao local.
a dor é muita, perderam a esperança de encontrar sobreviventes e estão a resignar-se a que a aldeia de Panajab se torne numa sepultura comum. Perderam a esperança.compreendem que é impossível, disse Mário Ramires, comandante de uma corporação de bombeiros guatemaltecos.
Panajab estava localizada entre um vulcão e um lago, uma paisagem extraordinário que atraía muitos turistas norte-americanos e europeus. Mas a aldeia foi enterrada em lama, rochas e árvores que deslizaram pela encosta do vulcão quando as chuvas do furacão Stan atingiram a américa Central e o sul do México na semana passada.
as chuvas provocaram a morte de outras 400 pessoas em diferentes localidades da Guatemala e mais de 100 mortos noutros países. Quando as equipas de emergência chegarem a outras localidades guatemaltecas mais remotas o número de mortos pode aumentar.

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