Governo de Maputo assume a carência de trabalhadores sanitários e promete empenhar-se no reforço dos recursos humanos no setor da saúde, atualmente muito abaixo dos parâmetros internacionais
Governo de Maputo assume a carência de trabalhadores sanitários e promete empenhar-se no reforço dos recursos humanos no setor da saúde, atualmente muito abaixo dos parâmetros internacionais O setor da saúde em Moçambique está em crise. São as próprias autoridades do país a admiti-lo, com base no número de trabalhadores sanitários, que atualmente é de 162 para cada 100 mil habitantes, um valor muito abaixo do recomendado pelos padrões internacionais – 230 por cada 100 mil habitantes. Para um total de 25 milhões de pessoas, existem apenas cerca de 40 mil profissionais de saúde, e a escassez de pessoal afeta áreas fundamentais, como a da assistência materno-infantil. Segundo um anuário estatístico de 2013, citado pela agência Misna, há no país 4. 000 obstetras, mas apenas 66 pediatras e 22 ginecologistas, para um universo de 10 milhões de mulheres e crianças. De acordo com Luísa Panguene, diretora nacional-adjunta para a Formação, superar estas carências constitui um grande desafio para as autoridades, porque a falta de pessoal não tem apenas consequências para a assistência direta, mas também para a realização de campanhas e programas governamentais.