a multiplicação das crises que afetam as crianças desde o início de 2014 é um desafio sem precedentes que ofusca o progresso obtido até agora na sua proteção do impacto da guerra. a situação é dramática no Iraque, na Nigéria e também na Síria
a multiplicação das crises que afetam as crianças desde o início de 2014 é um desafio sem precedentes que ofusca o progresso obtido até agora na sua proteção do impacto da guerra. a situação é dramática no Iraque, na Nigéria e também na Síria a representante especial do secretário-geral da ONU para as Crianças e Conflitos armados, Leila Zerrougui, afirmou-se chocada com o total desprezo pela vida humana demonstrado por grupos armados extremistas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL, na sigla inglesa) e o Boko Haram. a situação também permanece dramática na Síria, avisou Leila Zerrougui, ao apresentar perante o Conselho de Segurança o último relatório do secretário-geral das Nações Unidas sobre crianças e conflitos armados. O ISIL encarregou crianças de 13 anos de transportarem armas, protegerem locais estratégicos ou prenderem civis. Outras crianças são usadas como bombistas suicidas, apontou Zerrougui. De acordo com a monitorização da ONU, até 700 crianças foram mortas ou mutiladas no Iraque desde o início do ano, inclusive em execuções sumárias. Já o Boko Haram atacou escolas na Nigéria, levando à morte de pelo menos 100 alunos e 70 professores em 2013. Mais de 200 raparigas raptadas por Boko Haram em abril ainda estão desaparecidas, enquanto que o grupo armado continua a atacar e sequestrar outras crianças.