Os adversários e apoiantes do ex-Presidente voltaram a enfrentar-se nas ruas da capital, deixando um rasto de destruição e morte. Pelo menos 10 pessoas foram assassinadas e vários veículos foram incendiados
Os adversários e apoiantes do ex-Presidente voltaram a enfrentar-se nas ruas da capital, deixando um rasto de destruição e morte. Pelo menos 10 pessoas foram assassinadas e vários veículos foram incendiados O impasse político no Egito e a tensão entre apoiantes e adversários do Presidente deposto, Mohamed Morsi, fizeram rebentar uma nova onda de violência nas ruas do Cairo. Em menos de 24 horas, pelo menos 10 pessoas morreram nos confrontos e 15 automóveis foram queimados. Os líderes da Irmandade Muçulmana, movimento islamita que apoia Morsi, têm convocado manifestações para desafiar as novas autoridades, e apesar dos apelos à reconciliação do povo egípcio, feitos pelo Presidente interino, adly Mansour, seis pessoas morreram terça-feira, 23 de julho, num protesto junto à Universidade do Cairo. Segundo as agências internacionais, pelo menos duas foram mortas por um homem que disparou contra militantes pró-Morsi. O espaço envolvente da universidade, perto do centro da cidade, é um dos locais ocupados permanentemente pelos islamitas há cerca de três semanas, assim como as imediações da mesquita de Rabaa al-adawiya. Os defensores de Mohamed Morsi exigem o seu regresso ao poder após a sua deposição pelo exército, no dia 3 de julho. Eles denunciam um golpe contra o primeiro Presidente democraticamente eleito no Egito. Já os adversários consideram que ele perdeu legitimidade por ter governado em benefício de seu movimento.