Perante as mais recentes estatí­sticas sobre a incidência do cancro em África, o presidente moçambicano, armando Guebuza, pede aos governos e à sociedade civil que se empenhem mais no combate à doença
Perante as mais recentes estatí­sticas sobre a incidência do cancro em África, o presidente moçambicano, armando Guebuza, pede aos governos e à sociedade civil que se empenhem mais no combate à doença a luta contra o cancro é um dos grandes desafios de saúde pública em África, onde se estima que perto de 1,6 milhões de africanos sofram da doença, em 2030, afirmou esta segunda-feira, 22 de julho, em Maputo, o presidente moçambicano, armando Guebuza. O estadista, que discursava na VII Conferência das Primeiras-Damas africanas sobre o Cancro do Útero, da Mama e da Próstata, apelou ao empenhamento dos governos e da sociedade civil no combate a este flagelo. apoiando-se nos mais recentes dados estatísticos, que considera trágicos, Guebuza, citado pela agência Lusa, apontou o cancro da mama como o mais frequente em África, matando 50 mil mulheres anualmente, ou seja, 54 em cada 100 mulheres. O cancro do útero surge em segundo lugar, enquanto o da próstata é o mais comum entre os homens, tendo causado 28 mil mortes em 2008. Perante estas estatísticas, somos chamados a empenhar-nos mais e a dar uma resposta célere na luta contra o cancro, enfatizou. Por seu turno, a mulher do chefe de Estado moçambicano, Maria da Luz Guebuza, patrona da iniciativa, considerou urgente o alargamento dos cuidados de saúde contra o cancro, declarando que 1,6 milhão de africanos terão a doença em 2030, sendo a maior parte mulheres com mais de 15 anos.