Parlamento aprovou uma proposta de consulta à população sobre a eventual proibição do culto das confissões não cristãs. a Igreja Católica considera a medida como «absurda e chocante»
Parlamento aprovou uma proposta de consulta à população sobre a eventual proibição do culto das confissões não cristãs. a Igreja Católica considera a medida como «absurda e chocante» a Conferência Episcopal da Papua Nova Guiné manifestou-se chocada com a intenção do parlamento de promover um referendo sobre liberdade religiosa e a proibição do culto das confissões não cristãs no país. Os bispos recordam que a Igreja Católica sempre defendeu o valor supremo da liberdade religiosa, como fundamento de todas as outras liberdades. a simples discussão de proibir outras confissões no século XXI contradiz décadas de conquistas e progressos no campo dos direitos humanos e das liberdades civis. a proibição não encontra apoio na Declaração da ONU para os Direitos Humanos de 1948. além disso, os cidadãos são discriminados num campo que jamais deveria ser motivo de discriminação: a fé pessoal, referem os prelados, em comunicado. No documento, difundido pela agência Fides, pode ler-se que o Cristianismo poderia ser definido como uma espécie de identidade cultural para a Papua Nova Guiné moderna e as suas 850 tribos. Mas é preciso não esquecer que a verdadeira fé é algo que vai muito além de simples disposições constitucionais, de práticas e ritos. E a ninguém pode ser impedido de professar livremente a própria fé, seja de forma privada, seja de forma pública. a proposta foi apresentada por anderson agiru, governador da província de Hela. Depois de aprovada pelo parlamento, será agora remetida ao ministro para o desenvolvimento da Comunidade e à Comissão para a Revisão Constitucional, que instituirão um grupo bipartidário para escrever o texto a ser submetido à população.